Como funcionam os anúncios de estádio específicos do país com IA durante a Euro 2024

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A publicidade de bandas em grandes eventos esportivos não é um conceito novo. Tem sido uma prática padrão há décadas. Mas este ano é diferente. O Campeonato da Europa da UEFA utiliza uma solução técnica que faz com que os banners se adaptem à localização do espectador. Isso significa que você vê um anúncio na Alemanha e outro no Reino Unido.

Por que isso é importante para você? Isso muda a forma como os esportes globais são consumidos. A tecnologia permite que os patrocinadores atinjam regiões específicas sem alterações físicas no estádio. A Deutsche Bahn poderá aparecer em conselhos de administração na Alemanha. Uma rede de fast-food pode surgir em outro país. Isso é possível através da inteligência artificial.

O mecanismo por trás dos anúncios em banner virtual

A ideia da publicidade adaptada à localização não é nova. As corridas de Fórmula 1 usam-no. As ligas de hóquei no gelo o utilizam. O método envolve sobreposições baseadas em IA. Essas sobreposições cobrem os banners físicos reais do estádio. Eles aparecem apenas na tela da TV.

No estádio, os torcedores veem o que há fisicamente ali. No Reino Unido, em Espanha ou em países não europeus, vêem algo diferente. Às vezes, o texto é apenas traduzido. Os espectadores chineses poderão ver um anúncio da Coca-Cola em caracteres chineses. Mas a principal diferença é quais anúncios são exibidos. Os anúncios da Deutsche Bahn não aparecem em outros países. Este é um resultado direto da tecnologia.

Desafios técnicos e processamento de IA

O sistema enfrenta obstáculos constantes. Os jogadores frequentemente se deparam com painéis publicitários. Quando isso acontecer, a IA deverá agir rapidamente. É preciso reconhecer a pessoa. Em seguida, ele os remove da imagem. Sem essa velocidade, os jogadores podem desaparecer da tela.

A IA também calcula a perspectiva. Identifica qual parte do campo a câmera está filmando. Isso permite que o anúncio seja inserido corretamente. A sobreposição deve corresponder ao ângulo da foto.

Historicamente, isso exigia hardware pesado. As equipes usaram cabeças de câmera especializadas. Eles rastreavam o movimento da câmera com precisão. As placas emitiram um sinal infravermelho. Este sinal funcionou como uma tela verde. Ele criou um canal de cores adicional. Isso ajudou o sistema a distinguir o primeiro plano do segundo plano.

“A tecnologia permite que os patrocinadores atinjam regiões específicas sem alterações físicas no estádio.”

Este processo é complexo. Requer análise em tempo real. Erros podem parecer ruins. Um jogador desaparecendo no meio da corrida é uma gafe técnica. O sistema está melhorando, no entanto. O objetivo é fazer com que os anúncios pareçam naturais. Eles deveriam se misturar com o estádio. Eles não devem desviar a atenção do jogo.

A tecnologia funciona analisando o feed de vídeo. Ele identifica as placas. Ele os mapeia para anúncios específicos. Em seguida, ele os substitui. Isso acontece para todas as transmissões. O conteúdo muda com base na localização do visualizador.

Esta é uma mudança significativa no marketing esportivo. Os patrocinadores agora podem alcançar públicos globais com relevância local. O efeito nos usuários comuns é sutil. Você pode não notar a mudança imediatamente. Mas os anúncios que você vê são personalizados para você.

O futuro desta tecnologia depende da precisão. À medida que a IA melhora, os erros diminuirão. As sobreposições se tornarão mais realistas. Isso poderia levar a uma publicidade mais dinâmica. Também poderia levar a um marketing mais direcionado.

Por enquanto, o sistema está funcional. Funciona durante transmissões ao vivo. Adapta-se a diferentes regiões. Ele oferece uma nova maneira de envolver os espectadores. A tecnologia ainda está evoluindo. Mas já está mudando o jogo.

Uma questão permanece. Os espectadores aceitarão essas sobreposições digitais? Ou preferirão a experiência crua e não editada? A resposta pode depender da qualidade da implementação. A má execução quebra a imersão. Uma boa execução melhora isso.

As apostas são altas. Os patrocinadores estão investindo pesadamente. A UEFA está a impulsionar a tecnologia. O objetivo é uma experiência perfeita. Mas a perfeição é difícil. O sistema deve lidar com variáveis ​​complexas. Deve levar em conta a iluminação. Deve lidar com o movimento. Deve se adaptar a diferentes feeds de transmissão.

Não se trata apenas de publicidade. Trata-se da intersecção entre esporte e tecnologia. É sobre como consumimos mídia. As linhas entre o físico e o digital estão se confundindo. O estádio vira uma tela. A tela vira um estádio.

As implicações vão além do futebol. Outros esportes estão assistindo. Outros eventos estão considerando sistemas semelhantes. O potencial de personalização é vasto. As marcas podem testar mensagens diferentes. Eles podem medir o engajamento. Eles podem otimizar em tempo real.

Mas existem riscos. Falhas técnicas podem ser embaraçosas. Um anúncio com falha pode se tornar viral. O sistema deve ser robusto. Deve ser confiável. Deve ser invisível.

Este é o estado atual da publicidade de bandas virtuais. É poderoso. É complexo. Está mudando. A tecnologia está aqui. Não vai embora. A questão é como isso irá evoluir. E como reagiremos a isso.

O fim do verdadeiro quadro de anúncios

A era do hardware da publicidade em estádios efetivamente acabou. Em seu lugar está um software capaz de combinar sinais digitais diretamente em feeds de transmissão com uma precisão surpreendente. Bastian Leibe, da RWTH Aachen University, explica que não se trata mais de placas físicas. Trata-se de publicidade virtual que substitui as filmagens existentes. Essa mudança permite que as emissoras insiram anúncios altamente direcionados sem alterar o cenário físico.

Para muitos, isso parece uma ladeira escorregadia. Estamos a aproximar-nos de um limiar em que a visão computacional e a IA podem manipular a realidade dentro dos estádios de futebol de forma tão perfeita que a confiança naquilo que vemos começa a diminuir. “Estamos lentamente chegando a um ponto em que não podemos mais confiar em tudo o que vemos”, alerta Leibe. Isso mata a magia, sutilmente. Mesmo o dia de jogo mais alegre parece comprometido quando você sabe que seus olhos estão sendo alimentados com uma versão selecionada da realidade.

Transparência como escudo

Os especialistas defendem uma rotulagem rigorosa. Para evitar confusão e engano, ARD e ZDF declaram explicitamente no início e no final das transmissões de futebol que anúncios virtuais estão sendo usados. Isto não é apenas ético; está codificado no Tratado Alemão de Radiodifusão Interestadual (Rundfunkstaatsvertrag). A lei também proíbe a substituição de anúncios já existentes no local de transmissão, impedindo outdoors virtuais no gramado ou nas arquibancadas.

Mas é prejudicial? O economista esportivo Christoph Breuer vê a situação de forma diferente. Ele argumenta que, como nem os jogadores nem os torcedores ganham nada tangível, isso não é inerentemente problemático. “Não é que mais publicidade seja mostrada; é apenas feita de forma mais inteligente”, disse ele à DPA. Ele vê isto como um mecanismo justo para aumentar a criação de valor.

A armadilha da personalização

A direção futura da publicidade virtual determinará se isso se tornará um problema importante. Leibe prevê que os anúncios poderão eventualmente atingir camisetas de jogadores individuais. Isso dissolveria a experiência compartilhada do estádio. “A cultura de ‘estamos todos juntos no estádio’ irá dissolver-se lentamente”, observa. “Já não estamos todos a ver o mesmo jogo; estamos a ver coisas diferentes devido à mistura de pixels.”

Além disso, os anúncios se tornarão hiperlocais. Imagine-se sentado num pub de Aachen a assistir a um jogo internacional, apenas para ver anúncios de empresas regionais. “Em alguns anos”, prevê Hoos, os anúncios priorizarão empresas locais. A evolução final? Anúncios personalizados no estilo da Internet. Leibe brinca que em breve chegarão anúncios do cômodo ao lado: “Você também pode fechar a porta da geladeira”.