A SpaceX arquivou os papéis. O IPO é real.
Elon Musk não está apenas ficando mais rico. Ele está almejando um trilhão de dólares. Isso não aconteceu. Ainda não.
Uma avaliação recorde de US$ 1,75 trilhão.
O processo expôs tudo. Não há como se esconder. Sem segredos. Apenas números brutos para uma empresa que mudou a forma como pensamos sobre foguetes. E agora os data centers de IA. No espaço. Claro que está no espaço.
Esta não é apenas mais uma listagem. É um marco. O primeiro IPO dos EUA a atingir a marca de um trilhão de dólares? Provavelmente. Isso pode arrastar outros com isso. OpenAI. Antrópico. Eles estão esperando nos bastidores.
Tesla fez isso primeiro. A montadora de veículos elétricos de Musk já ultrapassou a barreira da avaliação de bilhões de dólares. A SpaceX seria a número dois na árvore genealógica.
Já se passaram vinte e dois anos desde que Musk começou isso. Naquela época, as viagens espaciais eram para os governos. Caro. Cru. Agora? A SpaceX domina. Por que? Foguetes reutilizáveis.
Jeff Bezos tentou acompanhar a Blue Origin. Ele não conseguia acompanhar o ritmo. A reutilização quebrou a curva de custos. Mudou a economia.
Mas vamos falar de dinheiro. Os foguetes não são a vaca leiteira. Não mais.
Starlink é o motor.
* Receita: US$ 18,67 bilhões no ano passado.
* A maior parte vem do serviço de Internet.
A divisão xAI? Queimando dinheiro. Por agora. É uma aposta no futuro. Um grande problema.
A linha do tempo
Junho está ocupado.
- Roadshow começa: 4 de junho.
- Venda de ações: 11 de junho.
*Data de listagem: 12 de junho.
Se atingirem a avaliação desejada, a SpaceX eclipsará a Saudi Aramco. Lembra de 2019? O maior IPO da história então. A SpaceX também quer quebrar esse recorde. Levantar mais de US$ 75 bilhões bastaria.
Quem está ao volante? Grandes bancos. Goldman Sachs. Morgan Stanley. JP Morgan. BofA. Citigroup. Todos eles. Símbolo de ação? SPCX.
Musk não é apenas um acionista. Ele é o capitão. O conselho deu-lhe um controle rígido. Seu salário está vinculado a objetivos malucos. Uma colônia humana em Marte. Data centers com 100 terawatts de potência.
Você tem uma noção de 100 terawatts?
São 100.000 reatores nucleares.
Um gigawatt cada. Em órbita.
O Foguete e a Realidade
O tempo é tudo. O voo de teste da Starship deveria ser terça-feira. Atrasado. Provavelmente ainda esta semana.
Por que isso importa? Porque as ambições de Musk dependem desse foguete. Marte. Lua. Expansão Starlink. Se a Starship falhar, a história da avaliação ficará complicada. Se pousar? Bem, a narrativa permanece sólida.
Porém, não há referência. Quem se compara à SpaceX?
Ninguém.
Então os investidores olham para o homem. Eles apostaram em Elon. Alguns dizem que sua celebridade supera os fundamentos do negócio. Talvez. O “Muskonomy” une Tesla, Neuralink, xAI e SpaceX. Uma teia de interesses. Difícil avaliar separadamente. Difícil de ignorar.
A corrida espacial mudou. Costumava ser NASA e Roscosmos. Agências estaduais. Burocracia. Dinheiro lento. Agora o capital privado flui em milhares de milhões. A competição esquenta. Os custos caem.
Starlink tem 10.000 estrelas no céu. Servindo consumidores. Governos. Navios. Aviões. Transforma projetos de capital intensivo em receitas estáveis. A consistência é importante.
OpenAI e Antrópico podem vir em seguida. Final de 2026, talvez. A fome por essas histórias tecnológicas é real. O lançamento da SpaceX testará o apetite. Os investidores pagarão pelo próximo grande player de IA? Veremos.
A SpaceX também aposta no varejo. Recebendo 1.500 investidores individuais em junho. Um apelo direto.
O mundo observa. Musk passou anos nos dizendo que estava certo quando todos diziam o contrário. O mercado decide hoje.
