Última reverência de Cook: Tim Cook fecha a WWDC antes de se aposentar

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A tela fica escura. Tim Cook dá um passo à frente. Nem um clipe pré-gravado, nem um login remoto, apenas ele, no palco do Apple Park. Parece mais pesado desta vez. Ele está indo embora.

Setembro traz a aposentadoria. Mas hoje? Hoje ele dá seu último discurso ao vivo. Uma mudança surpreendente para um show anual conhecido por agendas apertadas. Ele apareceu logo antes da palestra principal, marcando 10h, horário do Pacífico.

Craig Federighi o apresentou. Ele chamou Cook de “o homem, o mito, a lenda vivida”.

Ovação de pé. Dura minutos. Cook olha para um mar de rostos – desenvolvedores, mídia, funcionários da Apple segurando milhares de iPhones. Ele brinca sobre o volume das telas. “Nunca vi tantos iPhones”, diz ele.

“Sua imaginação e engenhosidade inspiram há 15 anos. Estou profundamente grato pela jornada.”

É curto. Sincero. Então ele dá um passo para trás. O show começa.

A maior parte da WWDC gira em torno de novas ferramentas. iOS 27 cai. A Inteligência da Apple ganha um impulso. A Siri foi refeita, focada em recursos de IA que entendem o contexto pessoal. O objetivo? Conversas ricas, melhor assistência, mais trabalho com menos esforço.

Cook retorna. Ele está lá novamente após a palestra para as considerações finais.

Ele aponta a Siri como um exemplo de onde as coisas estão indo. Diálogo rico. Consciência contextual. Não é mais apenas código; é um ajudante.

Ele chama esses eventos de destaques da carreira. Observar outras pessoas desenvolverem as ferramentas que a Apple fornece. Prova de que não existem limites para a criatividade. Ele acredita que o melhor trabalho na Apple ainda está por vir.

Ou pelo menos. Ele diz que o melhor está por vir.

O futuro não cabe a ele liderar, mas o trabalho permanece. A magia sobrevive à mudança? Talvez.

Por enquanto, os aplausos ecoam.